sexta-feira, 30 de abril de 2010

Incentivo na medida certa


Opinião: A função dos pais é ajudar o filho a se constituir como pessoa
Para uns, os filhos fazem tudo certo, para outros, fazem tudo errado.
Ambas atitudes colaboram pouco para o desenvolvimento da criança.

O nascimento de uma criança representa a concretização de um milagre. Por mais que se saiba de todo o funcionamento biológico da reprodução, parece incrível que aquele ser se desenvolveu no ventre de sua mãe.

Milagres são obras de uma divindade, o que nos remete à ideia de perfeição. É o que muitos pais pensam ou esperam de seus filhos – que sejam perfeitos.

Entre os que desejam isso, existem pais que não conseguem reconhecer nada do que os filhos fazem. Qualquer coisa poderia ser melhor, mesmo que tenham feito algo muito bom.

Boicotam seus filhos naquilo que são ou fazem. Consideram que admitir seus pontos positivos, poderia fazer com que não se esforçassem mais. Mas com tanto esforço e poucos resultados, há grandes chances de seus filhos se tornarem pessoas inseguras, exigentes e frustradas consigo mesmas.

Há aqueles, no entanto, cujos filhos são a tradução dos seres mais primorosos que existem. Tudo o que fazem é ótimo. Se o filho apresenta algum comportamento diferente, no máximo, acham graça. Se algo lhes acontece, é culpa do mundo, eles foram apenas vítimas. Se vão mal na escola, é ela que não é boa. Só arrumam desculpas para aquilo que dizem, o contrário do que pensam.

Ambas atitudes colaboram pouco para o bem-estar e para o desenvolvimento das crianças, revelando a cegueira dos pais, que os impede de ver os verdadeiros filhos que têm. Enquanto um enxerga de maneira deformada, o outro apenas vê aquilo que quer, e pode.

Elogios

Quando uma pessoa nunca é reconhecida por aquilo que faz, por melhor que seja o produto, ela deixa de ter um parâmetro para avaliar o resultado de suas ações. Isso se dá inicialmente através do outro. A medida que cresce, essa capacidade de dar um valor para as coisas é internalizada. O outro não é mais tão necessário (sempre precisamos de elogios) para termos certeza de nossas ações.

Isso envolve o desenvolvimento da capacidade de aceitar seus próprios erros ou resultados não muito bons. Mesmo que eles existam, há espaço para o triunfo e para a satisfação.

Por sua vez, aqueles que não conseguem ver nada além da divindade que é seu filho, provavelmente negam seu lado humano e real. Esquecem de circunscrevê-lo, impedindo-o de ter a noção de quem realmente é. Algo que provavelmente seus pais também não sabem, apenas o imaginam de acordo com seus desejos.

Assim, ficam impedidos de ouvirem os filhos em suas necessidades. Se uma criança vai mal na escola, realmente pode ser uma falta de adaptação àquele tipo de instituição. Porém, outras possibilidades têm que ser consideradas, como uma dificuldade de aprendizagem, por exemplo. Algo que um pai só poderá se dar conta se não ficar negando a humanidade de seu descendente e tudo o que a envolve. Afinal, uma divindade jamais teria problemas para aprender.

Um filho tem que ser olhado como ele realmente é. No que é bom e em que precisa de ajuda. A função de um pai e de uma mãe é ajudá-lo a se constituir como pessoa – real e humana, para que ele possa ser e se reconhecer.

(Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)

Fonte: G1

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sexo nas novelas pode, agora livro sobre educação sexual é pornografia.


Recife recolhe livro de educação sexual para crianças
O livro didático Mamãe, como eu nasci? ainda estava sendo distribuído entre alunos do terceiro ano do ensino fundamental da rede pública do Recife e já começou a ser recolhido, nesta semana, por iniciativa da Secretaria Municipal de Educação, diante da polêmica que provocou. De autoria de Marcos Ribeiro, premiado pela Academia Brasileira de Letras e referência nacional em educação sexual, o livro chegou a ser considerado “pornográfico” pelo vereador André Ferreira (PMDB), representante da bancada evangélica na Câmara.

Pais de alunos se mostraram revoltados com a publicação, que fala de forma clara sobre sexo e traz, entre as ilustrações, um menino e uma menina se masturbando – ele em uma banheira e ela defronte da televisão. Com o apoio de vereadores de vários partidos, a Câmara de Vereadores realizará uma audiência pública no dia 12 de maio para debater o assunto. “O livro usa cenas e palavras pesadas, chega a ser constrangedor ler o que está lá”, afirmou Ferreira, que o considera inadequado para crianças. Para ele, cabe aos pais a educação sexual dos filhos. “Quem é a escola para escolher o tempo certo para abordar o assunto?”

A diretora geral de ensino da Secretaria Municipal de Educação, Luiza Vasconcelos, afirmou que o recolhimento do livro é provisório, para discussão com as escolas e pais que tiveram dificuldade com a publicação. Ela defende o título, escrito há 18 anos e usado em várias escolas de Estados e Municípios brasileiros, como instrumento de proteção e prevenção.

“A partir do conhecimento do seu corpo, a criança pode se proteger”, afirmou, ao destacar que muitos alunos e professores não aceitaram devolvê-lo, o que é respeitado pela Secretaria. Segundo ela, 550 exemplares do livro – dentro de um kit de títulos didáticos – estavam sendo distribuídos com as turmas do primeiro ano do segundo ciclo, que têm idade entre oito a dez anos.
Fonte: Revista Época.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

UFRR promove Seminário Internacional sobre Economia Amazônica

A Universidade Federal de Roraima (UFRR), por meio do Núcleo de Estudos Comparados da Amazônia e Caribe (Necar), realiza a 6ª edição do Seminário Internacional de Economia Amazônica e Desenvolvimento Sustentável de Roraima.

O evento acontece nos dias 20 e 21 de maio no auditório do Palácio da Cultura. As inscrições já podem ser feitas na secretaria do Necar, anexo do bloco I da UFRR, os interessados devem levar 1kg de alimento não-perecível no ato da inscrição.

A abertura oficial acontecerá às 15 do dia 20 de abril, com a presença do reitor da UFRR, professor doutor Roberto Ramos, e demais convidados. Palestras, simpósios e conferências serão realizados durante o evento.

Com o tema "Integração em Ambiente Assimétrico e Segurança Ambiental", o seminário pretende analisar o panorama atual e as perspectivas do diálogo político regional sobre segurança ambiental. A realização deste evento tem como objetivo mobilizar a comunidade acadêmica local, lideranças políticas e empresariais da região, em torno da exploração sustentável dos recursos amazônicos com ênfase no estado de Roraima.

A programação possui ainda painéis com os alunos da segunda turma do Mestrado Interinstitucional em Economia, realizado em parceria com a UFRR e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sob a coordenação do professor doutor Ronald Otto Hillbrecht e do professor doutor Mauro Schimitz. E o lançamento da terceira edição da Revista do Necar, com artigos e informações sobre assuntos como integração e segurança ambiental da Amazônia.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3621-3180.

Fonte: UFRR

Programa Roraima Alfabetizado: aulas começam nesta segunda


Jovens com mais de 15 anos, adultos ou idosos não alfabetizados ou que abandonaram os estudos, terão a oportunidade de voltar a estudar com o Programa Roraima Alfabetizado. Desenvolvido pelo Governo do Estado de Roraima por meio da Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Desportos (SECD), o programa tem o objetivo de alfabetizar 4.500 pessoas em todos os municípios do Estado.

O Programa Roraima Alfabetizado busca reduzir os índices de analfabetismo, aumentar os de escolaridade e principalmente valorizar o cidadão por meio da melhoria das condições de empregabilidade e qualificação profissional.

Na semana passada, os 23 professores que vão atuar no Programa, sendo 13 alfabetizadores, três coordenadores de turmas, quatros técnicos da Divisão da Educação de Jovens e Adultos (DIEJA) e três professores da Universidade Estadual de Roraima (UERR), receberam uma capacitação na metodologia alfabetização. A capacitação foi ministrada pela professora Rosana Mariani de Souza da Instituição Alfabetização Solidária (AlfaSol).

O Programa terá duas fases de execução. A primeira iniciará neste dia 24 de abril com aulas para doze turmas. Já a segunda fase das aulas está prevista para iniciar no dia cinco de julho. As inscrições para a segunda fase do Programa devem ser realizadas no período de 03 a 31 de maio de 2010.

Mais informações sobre o Programa Roraima Alfabetizado podem ser obtidas na Divisão de Educação de Jovens e Adultos (DIEJA), que fica localizada na Alameda dos Bambus, 391 bairro Pricumã, telefone: 3626 5770

Fonte: Jornal Folha de Boa Vista

domingo, 25 de abril de 2010

Episódio sobre homofobía

Uganda tem projeto que pode condenar gays à pena de morte
Muitos gays já foram xingados e até atacados e são obrigados a viver quase que clandestinamente num país que não reconhece o homossexualismo como direito humano.

Enquanto em diversos lugares do mundo os homossexuais vêm conquistando direitos como casar e adotar crianças, na África mais de 30 países consideram crime ser gay. Um desses países é Uganda. Por lá, a lei está prestes a ficar ainda mais severa. Um projeto que será votado agora em maio quer incluir pena de morte entre as punições aos homossexuais.

Em Uganda, no leste da África, um homem é considerado um fora da lei. O crime dele? Ser homossexual assumido. “Eu acordo todo dia sem saber o que vai acontecer comigo”, diz Frank Mugisha, de 28 anos, um dos líderes do movimento gay no país.

Entrevistá-lo não foi nada fácil. Mugisha tinha medo do local do encontro. A equipe de produção do Fantástico teve de convencê-lo de que a reportagem não era uma armadilha. Tanto medo tem motivo: um projeto de lei polêmico, que deve ser votado até o fim de maio, está provocando uma forte perseguição aos gays em Uganda.

“Se você declarar que é gay, se fizer isso em público, deve ser retirado das ruas e ser preso, porque a homossexualidade é crime”, diz David Bahati, deputado de 36 anos e autor do projeto.

O simples fato de se declarar gay poderá levar à prisão perpétua. O projeto também defende que parentes e vizinhos denunciem quem for homossexual, sob pena de também serem presos. E há até pena de morte prevista, no caso de um adulto tentar seduzir um menor do mesmo sexo.

Para Bahati, distribuir panfletos próximo a escolas alertando sobre a Aids já deve ser considerado uma tentativa de aliciamento. “Aqui homem dormir com homem é um tabu. É pecado. É tão horrível quanto roubar”, afirma o deputado.

Hoje o homossexualismo já é crime em Uganda, mas só há prisão em caso de flagrante. Pelo novo projeto, basta alguém acusar uma pessoa de ser gay. O ministro da Ética e Integridade, James Obuturo, que cuida da tramitação da lei no Parlamento, apoia o projeto.

“Do ponto de vista da nossa cultura e da nossa espiritualidade, o homossexualismo é algo abominável”, acredita o ministro.

A maioria da população de Uganda concorda com o governo. Em fevereiro, cerca de 25 mil pessoas foram às ruas manifestar aprovação à lei anti-gay. Para um homossexual andar pelas ruas em Uganda se tornou perigoso. Muitos gays já foram xingados e até atacados. Eles são obrigados a viver quase que clandestinamente.

Frank Mugisha conta que é obrigado a mudar de casa constantemente e que evita certos lugares para não sofrer ataques verbais ou até físicos. Warry Sssenfuka, outra ativista, também tem medo de andar pelas ruas. Mesmo assim, ela carrega o símbolo do movimento gay no pulso e faz questão de usar calças compridas.

“Aqui mulher tem que andar de vestido, mas eu não quero usar vestido. Gosto de me vestir assim. Por isso, é fácil as pessoas me apontarem na rua e dizerem: ‘Ah, ela é gay’”, diz Warry Sssenfuka, de 28 anos.

Warry se formou em telecomunicações, mas jamais conseguiu emprego no setor por preconceito. Ela trabalha em uma organização não-governamental que faz campanha de prevenção a Aids e luta pelos direitos dos homossexuais. Se a lei for aprovada, o local passará a ser ilegal e terá de fechar as portas. O escritório fica em um bairro residencial. Por segurança, não há nada do lado de fora que indique que se trata de uma ONG.

Um milhão de pessoas tem o vírus HIV em Uganda. A estatística mais recente é de 2008, ano em que 91 mil pessoas morreram no país em consequência da Aids. ONGs como a de Warry trabalham para tentar evitar que a epidemia aumente, mas são vistas pelo governo como promotoras do homossexualismo.

“Gays têm três vezes mais chance de pegar o HIV. Por isso, combater o homossexualismo é combater a Aids”, defende o deputado David Bahati.

Nos últimos meses, a pressão internacional para que o projeto não seja votado aumentou. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou que a lei é abominável.

“Aqui nós não reconhecemos o homossexualismo como um direito humano. Pode ser assim no Brasil ou na América. Mas o que é bom para esses países pode não ser bom para Uganda”, afirmou o deputado.

Não há lugar mais perigoso e pior para um homossexual viver do que o continente africano.
Em mais de 30 países da África, o homossexualismo é crime, com penas que variam desde multa equivalente a R$ 300 até a prisão perpétua. A exceção é a África do Sul, país da Copa. Desde 2006, lá é permitido o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Já no Sudão, na Mauritânia e em algumas partes da Somália e da Nigéria, a punição para gays é a pena de morte.

Christopher Senyonjo, ex-bispo da Igreja Anglicana em Kampala, luta para que Uganda não seja o quinto país a entrar na lista . “Não podemos condenar o amor, porque esse amor é diferente. Não podemos compará-lo a crimes. É difícil aceitar e entender o que eles propõem”, defende o ex-bispo.

Por defender os gays, Christopher Senyonjo foi afastado da Igreja Anglicana e não pode mais pregar. Se a lei for aprovada, a caçada aos gays será ainda mais implacável em Uganda. “Eu serei uma das últimas a permanecer de pé. Vou até o fim”, diz Warry Sssenfuka. “Eu vou ficar até não dar mais”, afirma Frank Mugisha.

Episódio sobre homofobía

Jornal de alunos de farmácia da USP pede para jogar fezes em gays
Em troca, periódico dá convite para festa brega em SP.
Defensoria acusa veículo de homofobia; autores não foram localizados.

Um jornal dos alunos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP causou repúdio no meio estudantil e acadêmico ao realizar uma promoção polêmica. "O Parasita" oferece um convite a uma "festa brega" aos estudantes do curso que, em troca, jogarem fezes em um gay.

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo teve conhecimento do texto (leia-o na íntegra abaixo) e informou nesta sexta-feira (23) à noite que irá denunciar o periódico semestral por homofobia à Comissão Processante Especial da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo.

Além disso, a Coordenadoria de Políticas Públicas para a Diversidade Sexual afirmou que irá registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil contra o jornal por crime de injúria e incitação à violência.

O texto abaixo foi extraído de "O Parasita" de março e abril deste ano. O periódico de seis páginas exibe na sua página 2 um discurso contra dois gays que se beijaram numa festa da Faculdade de Medicina no ano passado.

"Lançe-merdas e Brega será na Faixa - Ultimamente nossa gloriosa faculdade vem sendo palco de cenas totalmente inadmissíveis. Ano passado, tivemos o famoso episódio em que 2 viadinhos trocaram beijos em uma festa no porão de med. Como se já não bastasse, um deles trajava uma camiseta da Atlética. Porra, manchar o nome de uma instituição da nossa faculdade em teritório dos medicus não pode ser tolerado. Na última festa dos bixos, os mesmos viadinhos citados acima, aprontaram uma pior ainda. Os seres se trancaram em uma cabine do banheiro, enquanto se ouviam dizeres do tipo "Aí, tira a mão daí." Se as coisas continuarem assim, nossa faculdade vai virar uma ECA. Para retornar a ordem na nossa querida Farmácia, O Parasita lança um desafio, jogue merda em um viado, que você receberá, totalmente grátis, um convite de luxo para a Festa Brega 2010. Contamos com a colaboração de todos. Joãozinho Zé-Ruela", escreve "O Parasita".

O autor do texto acima, "Joãozinho Zé-Ruela", aparece como editor de eventos. O G1 não conseguiu localizar os responsáveis pelo jornal para comentar o assunto. Nove nomes aparecem no expediente de "O Parasita". A reportagem também ligou para um dos colaboradores, deixou recado, mas até a publicação da matéria não havia recebido retorno.

Estudantes da faculdade ouvidos pelo G1 confirmaram que a publicação é feita por alunos da Farmácia. Entretanto, segundo eles, o jornal não é ligado a nenhuma entidade estudantil oficial. O texto chegou ao conhecimento de alunos de outras faculdades da USP nesta sexta pela internet. Muitos criticavam o conteúdo e a incitação homofóbica. Segundo um dos alunos de ciências farmacêuticas, "Muitas [pessoas reagem] com raiva, outras com descaso e algumas acham um jornal 'legal'."

Homofobia
De acordo com a defensora Maíra Diniz, coordenadora do núcleo de combate à discriminação, racismo e preconceito, "O Parasita" infringiu a Lei Estadual 10.948 que trata do combate à homofobia.

"É uma coisa horrível. Eu fui surpreendida de ver que estudantes de farmácia, que têm obrigação de esclarecer o público, pensam dessa maneira. Não é só uma mera opinião, isso configura homofobia", afirmou a defensora Maíra na tarde desta sexta. "Vamos apurar quem é o responsável pelo jornal, inclusive oficiando a faculdade. Vamos oferecer denúncia na comissão processante com base na lei estadual de homofobia."

O G1 também tentou entrar em contato com o centro acadêmico de Farmácia da USP, mas não localizou ninguém. Na noite desta sexta, por volta de 20h, em uma nota, o centro acadêmico se manifestou sobre o caso, afirmando que não apóiam "atitudes homofóbicas, machistas, racistas ou que expressem qualquer outro tipo de preconceito". O texto disse ainda que as diferenças são respeitadas, pois pensamentos distintos representam "crescimento pessoal" e "aperfeiçoamento da sociedade".

Segundo Maíra, os responsáveis pelo jornal serão julgados por uma comissão, que irá apurar se eles cometeram homofobia. "Homofobia não é crime, por isso é apurado por essa comissão. É um processo administrativo que pode render uma advertência ou uma multa mínima, no valor de R$ 15 mil, se os acusados forem considerados culpados", disse a defensora. O valor é destinado para fundos de políticas para diversidade sexual.

Caso de polícia
O advogado Dimitri Sales, coordenador para Políticas de Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, afirmou nesta sexta que irá levar o caso até à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), onde pretende registrar queixa contra o jornal.

"A homofobia é a aversão e ódio às pessoas que têm orientação sexual diversa da heterossexual, mas no caso deste jornal, se enquadra também na injúria. É lamentável que alunos de uma instituição, como esta da USP, colocam isso. Essa postura desse jornal é repudiada de forma veemente. Tem de ser praticada uma pena dura. Eles desconsideram duas coisas. A primeira é que reafirmam a postura da discriminação contra o casal que se beijou na festa. A segunda é mandar estudantes agredir gays. Essas coisas agora vão virar crimes de injúria e incitação à violência", afirmou o coordenador Dimitri Sales.

Ainda, segundo Dimitri, se a citada "festa brega" realmente tiver uma data para ocorrer, a coordenadoria fará o possível para que ela seja cancelada. "Ainda não sei se essa festa é uma piada ou se realmente ocorrerá. Mas se ocorrer, vamos tomar alguma medida jurídica para impedir a realização dessa festa porque ela estaria se baseando num conceito homofóbico", disse.

Reprimir
O G1 procurou a Universidade de São Paulo para comentar o assunto. A assessoria da USP informou que somente a diretoria de farmácia poderia comentar o assunto.

Procurada, a faculdade informou: "A Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP) não tem conhecimento nem apóia essa publicação, inclusive desconhece os seus autores. A Faculdade tomará as medidas jurídicas cabíveis para reprimir este tipo de publicação", em nota enviada por e-mail por sua assessoria de imprensa.

Fonte: G1

Deixa sua opinião nos comentários.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cursos: Uma boa oportunidade

NUHSA oferece 20 vagas para curso de extensão: Antropologia e Saúde Coletiva

O Núcleo Histórico Socioambiental (NUHSA) está com inscrições abertas para o curso de extensão: Antropologia e Saúde Coletiva (carga horária de 20h). As aulas ocorrerão no período de 28/04 a 26/05, às quartas-feiras, no horário das 18h às 22h.


Os interresados poderão se inscrever no prédio do NUHSA que fica localizado no anexo do Bloco I - UFRR, no horário das 8h às 12h. Para mais informações os interessados poderão ligar no telefone (095) 3621-3125.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Faça seu curriculo no CNPq


Atendendo a pedidos dos colegas vou descrever o passo a passo para fazer um currículo no site do CNPq.

1º - Acesse o site http://www.cnpq.com.br/

2º - Bem no meio da página tem um link para a "Plataforma Lattes", clique nele e espere abrir a página.

3º - De novo, bem no meio da página tem escrito "Pesquisadores e estudantes" e logo embaixo tem-se 3 opções, a última é "cadastrar-se", clique nessa opção e espere abrir.

4º - Preencha os seguintes campos: Nome Completo, Nacionalidade, CPF, País de Nascimento, Data de Nascimento, e-mail, Confirmação de e-mail, Senha e Confirmação de Senha. Confirme.

5º - Será aberto “Termo de Adesão e Compromisso”. Leia o termo de compromisso e, se concordar, marque ao Box “Estou de acordo” e clique no botão correspondente. (Você precisa concordar com o Termo de Adesão e Compromisso para criar um currículo)

6º - A área de atualização do currículo será aberta para que sejam colocadas as suas informações curriculares. No entanto, o seu currículo ainda Não foi enviado.

7º - Sempre que forem feitas atualizações no currículo, este deve ser enviado para o CNPq. Quando for necessária a atualização, um lembrete em uma barra amarela aparece na parte superior da tela, com o seguinte texto: “Atenção ! As alterações realizadas só serão aceitas quando enviadas ao CNPq em definitivo. Clique aqui para enviá-las.”

8º - Siga estas instruções. Em seguida aparecerá o currículo do modo como será publicado, para que você revise e declare que está de acordo com a declaração do Termo de Adesão. Após ler o termo,. Clique no Box e, em seguida, em “enviar para o CNPq”.

Professor UFPB é preso com plantação de maconha

A Polícia prendeu um professor de mestrado do curso de Sociologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) que foi denunciado por manter uma plantação de maconha na casa onde mora, no bairro Castelo Branco, em João Pessoa.

De acordo com informações oficiais, Mayk Andrelle do Nascimento mantinha o cultivo de pelo menos sete pés de maconha na própria residência. Com o professor também foi apreendida uma pequena quantidade de sementes da droga e algumas poucas gramas da maconha pronta para o consumo.

Com o acusado também foram apreeendidos vários documentos e diversos aparelhos celulares.

O professor, que também é aluno de doutorado na UFPB, foi fichado na Polícia e vai responder, em liberdade, pelo crime de consumo de entorpecentes.

A denúncia foi feita há cerca de duas semanas e estava sendo investigada por homens do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE).

Da redação do Portal Correio. www.Alagoas24horas.com.br

quarta-feira, 21 de abril de 2010

21 de Abril: Tiradentes? Quem é esse?

Que hoje é feriado todo mundo sabe. Um dia de descanso para alguns ou festa para outros, mas o Dia de Tiradentes é lembrado por poucos, principalmente a história e problemática que envolve a data. Nas ruas é comum encontrar quem não saiba quem era Tiradentes, ou quem não lembre quais seus feitos ou importância. Mas, para o professor de história e mestre em História do Brasil Marcelo Hansen Schlacha, o Lelo, esta é uma característica de um povo que não se reconhece na própria história, porque esta foi feita por uma elite a qual a maioria dos cidadãos nunca pertenceu.

Se nas ruas, e até mesmo escolas, a população não vincula a realidade com a história, se não a enxerga como instrumento de educação da vida, segundo o especialista, ocorreu uma formação de uma mentalidade nacional que não valoriza tal conhecimento. “O desconhecimento revela uma rejeição do cidadão do que ele não se vê”, revela. Para o professor, os fatos históricos são importantes, mas a relação com o presente e ação de cada pessoa na história, como sujeito e não objeto, que simplesmente conhece o fato e o repercute, tem mais valor. “Mais importante do que lembrar a história é as pessoas terem consciência de trabalhar de maneira digna para o Brasil”.

Lelo comenta que o fato de alguém conhecer mais ou menos dos fatos que “teoricamente” fazem a história do País não faz desta pessoa mais ou menos patriota, mas sim suas atitudes para com o Brasil. O professor conta que no caso de Tiradentes, esta distância do nome com a população acontece porque, embora a versão oficial da história o coloque em posição de herói, isto significa excluir a participação do povo neste contexto histórico da Inconfidência Mineira e dos movimentos que realmente fazem os fatos.

Os fatos oficiais de Tiradentes são questionados pelo mestre, ao salientar que a história do Brasil foi repleta de heróis forjados para alcançar os objetivos dos poderes de cada época. No caso de Tiradentes, a elite do país precisa enaltecer o ideal de patriotismo e para isto necessitava de um exemplo, um ícone. “Passada a Inconfidência Mineira, que ocorreu 1789, somente 100 anos depois que a figura de Tiradentes foi valorizada”, ressalta ao lembrar que a Inconfidência ocorreu na crise do antigo regime feudal que estava em decadência e no ápice da Revolução Francesa.

Em compensação, após 100 anos da Inconfidência, segundo Lelo, para a Proclamação da República era preciso romper com a monarquia e produzir um sentimento de nacionalismo entre a população. “Por isto a necessidade de um herói”, reforça ao citar que a história do Brasil foi feita baseada em modelo Europeu, reforçando o amor à pátria. Para a criação do herói, o governo, em transição do império para a república, precisava de um herói que representasse a luta pela mudança, pela nova forma de poder. “Para a maior aceitação, criaram inclusive uma imagem de Tiradentes semelhante à de Jesus Cristo”, comenta a artimanha em um país, na época, majoritariamente católico.

A figura do herói semelhante a Cristo, com roupas, barbas, características e inclusive com a morte semelhante, fez da figura de Tiradentes uma personificação da identidade republicana do País. “Inclusive na época da Inconfidência, D. Maria I, a Maria Louca foi quem emitiu a sentença de morte de Tiradentes, porque durante a monarquia o mesmo não era aceito. Então não falavam dele, somente o retomaram com força para enaltecer mais tarde os ideais nacionalistas”, reforça.

Questionamento

O especialista salienta ainda que outro fato que comprova o questionamento dos fatos históricos está na questão abolição da escravatura, que antes, na monarquia, era de interesse dos monarcas que os escravos os servissem, e mesmo Tiradentes ter lutado por esta causa, não foi pronunciado. “Somente em 1.880 veio a abolição porque era de interesse do poder”, revela. Para que esta figura de Tiradentes tomasse proporção desejada, segundo Lelo, houve o movimento da elite dominante e letrada para a população, que era formada na época por 90% de analfabetos.

Para esta aceitação do herói alguns feitos foram realizados, como a própria criação de um feriado, para enaltecer a pessoa de Tiradentes, assim como outras formas de agregar valor ao personagem. “A criação da imagem semelhante a Cristo, os nomes de Praças, ruas, a colocação de monumentos, estátuas. Foi um momento quase mitológico” revela ao citar que estes valores morais e cívicos dos brasileiros foram “praticamente forjados”.

Fonte: www.cgn.inf.br

Para descontrair e relaxar

Depois da prova de segunda e dos estresses da semana vai uma piadinha pra descontrair e relaxar no feriado.


Certa vez, numa cidade no interior do Piauí, um delegado que atendia e
registrava a queixa de uma moça que se dizia deflorada pelo namorado - na
ausência de médico na cidade - pediu um laudo por escrito a uma parteira
afamada na região para anexar ao processo.

Eis o que se deu:

"Eu, Maria Francisca da Conceição, parteira mó do distrito de Piracuruca,
estado do Piauí, declaro para o bem do meu ofício que, examinando os
baixos fuditórios de Maria das Mercedes, constatei manchas rôxas na altura
da críca, que pra mim ou foi supapo de pêia ou cabeçada de pica. É verdade
e dou fé".


Abraço a todos. Eduardo Othon

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Vacinação contra o vírus H1N1 na UERR

Servidores e alunos da UERR podem vacinar-se contra o vírus da Influenza A (H1N1) nesta segunda e terça (19 e 20). Equipes do Núcleo Estadual de Imunização estarão no Campus Boa Vista em três turnos para aplicar a vacina.
A imunização será feita das 8h às 12h, 14h às 17 e 19h às 22h, no corredor do Bloco B.

Site do Professor Carlos Borges

Para quem ainda não conhece o site do Professor Borges, acesse o link http://carlosborges.pro.br/ e encontre boas dicas de literatura na nossa área, lá você também pode acessar o cúrriculo do professor com todos os seus artigos e livros escritos, e, para quem quiser baixar textos recomendados por nosso professor, lá tem uma seção especial para realizar o download. Aproveitem.

domingo, 18 de abril de 2010

Plano de Aula... Como fazer!

Nesse site você encontra várias dicas de como elaborar um Plano de Aula baseadas em várias bibliografias.


http://www.lendo.org/como-fazer-um-plano-de-aula/


Apenas para consulta. Nada de plágio heim galera.

sábado, 17 de abril de 2010

Agenda

Logo mais, as 20h de hoje (17/04) estaremos fazendo uma visita a um "Abaçá" de Candomblé, quem quiser ir para ver como é a cultura deles é só me ligar no nº 8113-0451 ou 9129-0485.

Feliz Aniversário!!

Hoje 17/04 é aniversário da nossa amiga Andrea.




Parabéns.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Falta professor especializado porque carreira não é valorizada, diz educadora


A avaliação foi feita pela diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Juçara Vieira, em entrevista à Agência Brasil

Brasília - A falta de professores em sala de aula para disciplinas específicas como filosofia, sociologia, física e química é resultado da desvalorização da carreira do magistério. A avaliação foi feita pela diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Juçara Vieira, em entrevista à Agência Brasil.

“Nós temos esse problema na educação brasileira que é o afastamento da juventude da área de formação em educação. Os cursos de pedagogia e outros da área da licenciatura não têm atraído a juventude”, afirmou a educadora.

O Congresso Nacional aprovou duas leis que incluem, no currículo da educação básica, as disciplinas de música, filosofia e sociologia. Mas a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes) já apontou em estudo que não há profissionais suficientes para atender a nova demanda. Como já acontece com a física e com a química, será necessário colocar em sala de aula professores formados em áreas correlatas, como história e ciência política.

“Isso é comum e lamentável porque em outras áreas não se improvisa. Não se improvisa na medicina, não se improvisa na engenharia e não se pode improvisar na educação. Às vezes, a pessoa [professor] tem a maior boa vontade, mas não domina aquele conteúdo, é importante que o profissional seja devidamente habilitado para aquele componente curricular”, observou Juçara.

Para a representante da CNTE, a aprovação do piso salarial nacional dos professores, no último dia 2, pode fazer com que a carreira volte a ser atraente. Mas ela alerta que é necessário um “amplo esforço” para garantir a formação em instituições públicas de ensino superior.

“Como os salários são baixos, cria-se um círculo vicioso: as pessoas não estudam porque têm baixos salários e não há vagas suficientes nas universidade públicas. E, não estudando, elas também não qualificam a educação”, concluiu.

Segundo Juçara, as iniciativas do governo federal para ampliar a formação de profissionais na rede pública de ensino superior ainda são insuficientes. Ela avaliou que a “pulverização de disciplinas”, não necessariamente, implica em melhoria da educação e acaba gerando uma demanda de profissionais que, nem sempre, estão disponíveis. Para a educadora, há um excesso de projetos de lei para criar novos componentes curriculares.

“Nós acreditamos que se a escola tiver uma grande autonomia em relação ao currículo, ela pode inserir o conteúdo sem criar novas disciplinas. Fragmentar o currículo não significa avançar na educação”, opinou.

A inclusão de novos componentes deve também respeitar as necessidades de cada região, de acordo com Juçara. “Em uma comunidade fronteira, é interessante que se invista em línguas estrangeiras”.
Matéria Publicada no site da ANDIF - Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior.

CURSOS: uma boa oportunidade.

NUHSA oferece 20 vagas em curso de extensão

O Núcleo Histórico Socioambiental (NUHSA) está com inscrições abertas para o curso de Extensão: Populações Tradicionais e Etnodesenvolvimento. A carga horária do curso é de 20h.

As aulas ocorreram nas instalações do NUHSA, localizados no Bloco-I do campus Paricarana, no período 22/04 a 20/05/10 (as quintas-feiras), no horário das 08h às 12h. Os interessados poderão se inscrever no NUHSA das 08h às 12h. Mais informações 3621-3125.


Veja a programação do I Seminário de História e Diversidade clicando AQUI

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A "história" do nosso amigo Rezende saiu na Folha de Boa Vista.

PM apreende suspeito de esfaquear oficial

A Polícia Militar apreendeu, na manhã desta terça-feira, o estudante T.S.R., suspeito de ter esfaqueado o oficial da reserva Resende Rocha durante um assalto ocorrido no bairro Paraviana. Além do menor, outras três pessoas foram conduzidas para a delegacia, incluindo Nayla de Araújo Rodrigues, que também participou do crime.

A prisão e apreensão dos envolvidos aconteceu na Escola Maria das Dores Brasil por policiais do setor de inteligência da PM. Após responderem algumas perguntas, os dois suspeitos confessaram a autoria do delito. Outros dois estudantes também foram conduzidos: um por ter comprado o celular do oficial e o outro por ter estado com os acusados no veículo do oficial após o assalto.

Resende teve seu carro e celular roubados após ter dado carona ao casal até o bairro Paraviana, no último dia 31. De acordo com o relato do oficial, ele conhecia Nayla de vista e por isso resolveu dar carona para os acusados. Chegando ao local indicado, Nayla saiu do veículo e o rapaz, que havia ficado no banco traseiro do carro, começou a desferir vários golpes de faca em seu pescoço, costa e braços, um deles perfurando seu pulmão.

O militar chegou a ser levado em estado grave para o Pronto Socorro Francisco Elesbão, mas depois de ser medicado teve melhora e foi transferido para a ala de observação.

No outro dia, o Corola de placa NAL 4412 foi encontrado abandonado próximo a olarias do bairro 13 de Setembro. Foram levados o step, macaco, chave-de-rodas, extintor de incêndio e o aparelho de cd do veículo.

CURSOS: uma boa oportunidade.

Insikiran oferece Curso de Línguas Macuxi e Wapixana

O Instituto Insikiran de Formação Superior Indígena abre inscrições a partir desta quinta-feira, dia 15 de abril, para curso de línguas Macuxi e Wapixana.

Serão ofertadas vagas para o Nível 1, para iniciantes; Nivel 2, para quem fala e escreve pouco; e Nível 3, para quem já fala e escreve (laboratório de línguas). As aulas ocorrem no período de 24 de abril a 03 de julho, sempre aos sábados, das 8h ao meio-dia.

O curso terá carga horária de 40h/a. A taxa de inscrição custa R$ 50 e as inscrições podem ser feitas no Instituto Insikiran, sala da Coordenação do curso de Licenciatura Intercultural.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (95) 3621-3159.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Resultado preliminar do PIBID

Nº - ALUNOS - PONTUAÇÃO - SITUAÇÃO

1º MERIAN GEMACHE LEAL - 28 - CLASSIFICADO
2º MARIA DA GLÓRIA SARAIVA DA SILVA - 28 - CLASSIFICADO
3º SULAMITA BARBOSA ARAÚJO PIMENTEL - 28 - CLASSIFICADO
4º FLÁVIA DAYANE DOS SANTOS SILVA - 28 - CLASSIFICADO
5º EDUARDO OTHON PIRES RODRIGUES - 28 - CLASSIFICADO
6º MARIA DO CARMO DE SOUZA ANDRADE - 27 - CLASSIFICADO
7º KARLA JAQUELINE SARAIVA DOS SANTOS - 27 - CLASSIFICADO
8º ELIAS NASCIMENTO MAGALHÃES - 26 - CLASSIFICADO
9º JUCIMARA MARCELE MELO DE SOUZA - 26 - CLASSIFICADO
10º MARIA ALCIVÂNICA ALVES PESSOA - 25 - CLASSIFICADO
11º REJANE PEREIRA DA SILVA - 25 - CLASSIFICADO
12º RAIMUNDO SILVA LOURENÇO - 25 - CLASSIFICADO
13º LUCIVANIA DOS SANTOS PLÁCIDO - 24 - LISTA DE ESPERA
14º JORGE PEREIRA DE ALMEIDA - 23 - LISTA DE ESPERA
15º JORGENEIDE COSTA DE SOUZA - 23 - LISTA DE ESPERA

Postado por Eduardo Othon

A Evolução da Educação

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação,
datilografia...

Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas,
Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a
Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas..

Leiam relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista
R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber
ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para
a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se
convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos
olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente
continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que
foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção
é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção
é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.

Está certo?

( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção
é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

7. Em 2010 vai ser assim:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção
é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é
afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria
social não precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com
que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a
professora provocou traumas na criança.

Em 1969 os Pais do aluno perguntavam ao "aluno": "Que notas são estas...????

Em 2009 os Pais do aluno perguntam ao "professor": "Que notas são
estas...????

Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...

Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Passe adiante!

Precisamos começar JÁ!

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa
e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido
em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...

Ideologia na cartilha


Agora obrigatórias no ensino médio brasileiro, as aulas de sociologia e filosofia abusam de conceitos rasos e tom panfletário. Matemática que é bom...
Por Marcelo Bortoloti


Os 8 milhões de estudantes brasileiros matriculados no ensino médio passaram a receber neste ano aulas de sociologia e filosofia - disciplinas que, por lei, se tornaram obrigatórias em escolas públicas e particulares. Com base nas diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Educação, cada estado fez o seu currículo, no qual a maioria dos colégios privados também se espelha em algum grau. A leitura atenta desse material traz à luz um festival de conceitos simplificados e de velhos chavões de esquerda que, os especialistas concordam, estão longe de se prestar ao essencial numa sala de aula: expandir o horizonte dos alunos. Não faltam exemplos de obscurantismo. Para se ter uma ideia, no Acre uma das metas do currículo de sociologia é ensinar os estudantes a produzir regimentos internos para sindicatos de trabalhadores - verdadeiro absurdo. Um dos explícitos objetivos das aulas em Goiás, por sua vez, é incrustar no aluno a ideia de que "a constante diminuição de cargos em empresas do mundo capitalista é um fator estrutural do sistema econômico" (visão pedestre que desconsidera o fato de que esse mesmo regime resultou em mais e melhores empregos no curso da história). Sem dar às questões a complexidade que elas merecem, as aulas abrangem de tudo: no Espírito Santo, por exemplo, a filosofia abarca da culinária capixaba aos ritmos indígenas. Conclui o sociólogo Simon Schwartzman: "Tratadas com superficialidade e viés ideológico, essas disciplinas só tendem a estreitar, no lugar de ampliar, a visão de mundo".

O viés presente nas aulas de sociologia e filosofia tem suas raízes fincadas nas faculdades de ciências sociais - de onde saíram, ou a que ainda pertencem, os professores responsáveis pela confecção dos atuais currículos. Desde a década de 70, quando se firmaram como trincheiras de combate à ditadura militar nas universidades, tais cursos se ancoram no ideário marxista, à revelia da própria implosão do comunismo no mundo - e estão cada vez mais distantes do rigor e da complexidade do pensamento do alemão Karl Marx (1818-1883). Diz a doutora em ciências sociais Eunice Durham, da Universidade de São Paulo: "Boa parte dessas faculdades propaga apenas panfletos pseudomarxistas repletos de clichês e generalizações, sem se dar sequer ao trabalho de consultar o original". Isso se reflete agora, e de forma acentuada, nos currículos escolares de sociologia e filosofia, criticados até mesmo por quem participou da feitura deles. À frente da equipe que compôs os do Rio de Janeiro, a educadora Teresa Pontual, subsecretária estadual de Educação, chega a reconhecer: "Se criássemos diretrizes distantes demais da realidade dos professores, eles simplesmente não as aplicariam na sala de aula - fomos apenas realistas".



Sob a influência francesa, a sociologia e a filosofia começaram a ganhar espaço no ensino médio brasileiro no fim do século XIX, até se tornarem obrigatórias, ainda que com pequenas interrupções, entre 1925 e 1971. Seu retorno definitivo ao currículo, sacramentado por uma lei aprovada no Congresso dois anos atrás para entrar em vigor justamente agora, era um pleito antigo dos sindicatos dos profissionais dessas áreas. Em 2001, projeto de lei com o mesmo propósito havia passado pelo Congresso, só que acabou vetado pelo então presidente (e sociólogo) Fernando Henrique Cardoso. À época, um parecer do MEC afirmava que os gastos para os estados seriam altos demais e que não havia no país professores em número suficiente para atender à nova demanda. Desta vez, o próprio ministro Fernando Haddad, filósofo de formação, empenhou-se para aprovar o texto. Daqui para a frente, de acordo com um levantamento do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo, serão recrutados mais 20 000 professores no país inteiro. Trata-se de algo temerário, segundo alerta o sociólogo Bolívar Lamounier: "Não há tanta gente qualificada para desempenhar tal função no Brasil". A experiência recente das próprias escolas já sinaliza isso. "Está sendo duríssimo achar professores dessas áreas que sejam desprovidos da visão ideológica", conta Sílvio Barini, diretor do São Domingos, colégio particular de São Paulo.



Ao obrigar as escolas a ensinar sociologia e filosofia a todos os alunos, o Brasil se junta à maioria dos países da América Latina - e se distancia dos mais avançados em sala de aula, que oferecem essas disciplinas apenas como eletivas. Deixá-las de fora da grade fixa é uma decisão que se baseia no que a experiência já provou. Resume o economista Claudio de Moura Castro, articulista de VEJA e especialista em educação: "Os países mais desenvolvidos já entenderam há muito tempo que é absolutamente irreal esperar que todos os estudantes de ensino médio alcancem a complexidade mínima dos temas da sociologia ou da filosofia - ainda mais num país em que os alunos acumulam tantas deficiências básicas, como o Brasil". Em outros países da América Latina, esse tipo de iniciativa também costuma resvalar em aulas contaminadas pela ideologia de esquerda, preponderante nas escolas. Não será desse jeito que o Brasil dará o necessário passo rumo à excelência.
Postado por Eduardo Othon

segunda-feira, 12 de abril de 2010

CURSOS: uma boa oportunidade

CCH promove seminário sobre História e Diversidade

O Núcleo Construir, da UFRR, oferece Curso Básico da Língua Brasileira de Sinais (Libras) em duas turmas.
O curso é destinado aos professores, técnicos-administrativos, alunos da UFRR e comunidade em geral. O objetivo é conhecer os principais aspectos linguísticos da Língua Brasileira de Sinais de forma significativa e dinâmica.
As inscrições para a Turma A ocorrem entre os dias 12 e 26 de abril. Já para a Turma B, as inscrições serão realizadas de 12 de abril a 07 de maio. Elas podem ser feitas na sala 438, Núcleo Construir, Bloco IV, das 14h às 17h (falar com Adriana). O interessado deve pagar uma taxa de R$ 10.
As aulas da Turma A serão oferecidas de 26 de abril a 07 de maio, das 8h ao meio-dia. A Turma B terá aulas de 17 a 28 de maio, das 18h às 22h. As vagas são limitadas. O Curso Básico tem carga horária de 40h. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (95) 3624-7300.


Núcleo Construir oferta curso de Libras

O Núcleo Construir, da UFRR, oferece Curso Básico da Língua Brasileira de Sinais (Libras) em duas turmas.
O curso é destinado aos professores, técnicos-administrativos, alunos da UFRR e comunidade em geral. O objetivo é conhecer os principais aspectos linguísticos da Língua Brasileira de Sinais de forma significativa e dinâmica.
As inscrições para a Turma A ocorrem entre os dias 12 e 26 de abril. Já para a Turma B, as inscrições serão realizadas de 12 de abril a 07 de maio. Elas podem ser feitas na sala 438, Núcleo Construir, Bloco IV, das 14h às 17h (falar com Adriana). O interessado deve pagar uma taxa de R$ 10.
As aulas da Turma A serão oferecidas de 26 de abril a 07 de maio, das 8h ao meio-dia. A Turma B terá aulas de 17 a 28 de maio, das 18h às 22h. As vagas são limitadas. O Curso Básico tem carga horária de 40h. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (95) 3624-7300.